sexta-feira, 17 de abril de 2009

Cuidado com o branding não planejado no Twitter

Muitas vezes alguma marca passa a me seguir no Twitter. Sempre que isso acontece lembro-me da época em que o mercado digital discutia sobre a necessidade de permissão para receber emails de empresas. Claro que qualquer um pode nos seguir, mas é necessário cuidado, pois muitos ficam desconfiados dos interesses das marcas em segui-los, e percebem mesmo é que a marca quer é que eles o sigam.

Se você quer que sua marca seja seguida, planeje. Crie ações que gerem interesse nos usuários em segui-la. Não pense apenas em ter a conta da marca, mas sim em contas que levem algo relevante e de qualidade ao público. Por exemplo: uma marca de tênis de corrida pode ter uma conta que dê dicas de lugares urbanos para correr; uma marca de carro indicar, e pedir indicações, dos seus modelos tunados pelo mundo; uma marca de celular indicar novas músicas eletrônicas.

Fazer branding no Twitter é muito mais do que seguir loucamente as pessoas.

Dica: esteja nas redes sociais

Se você não criar uma território da sua marca nos ambientes sociais, seu consumidor criará. Mas se você criar, não controle. Apenas gerencie.

sCRM: relacionamento com consumidores nas redes sociais

A expansão do sCRM (Social Customer Relationship Management) está se desenhando nos EUA e logo estará forte no Brasil.

Os números do relatório da Nielsen mostram o fluxo e a concentração de usuários nas redes sociais, onde a agilidade na troca de mensagens impactou na redução de uso do email.

Este cenário força as empresas a olharem de forma diferente sua presença nestes ambientes, e exige uma nova postura inteligente de interação, ou melhor, de micro-interação, para estar mais próximo dos seus consumidores. É aí que entra a união do CRM e do social - e entender como usar o sCRM fará a diferença para as marcas.

O trabalho de sCRM precisa ser ubíquo e de forma distinta: de acordo com o ambiente e as demandas dos seus consumidores. Estilo, etiquetas, regras e diversos modelos de workflows precisam estar afiados e definidos pela equipe que terá este desafio.

Interagir com usuários no Twitter é diferente de interagir com os do Facebook, SlideShare, Orkut, Linkedin e blogs.

As atuais ferramentas de CRM precisam de um upgrade para receber este demanda de micro-interação nos ambientes sociais.

Algumas ferramentas focadas em sCRM já estão entrando no mercado, como é o caso da COTWEET: uma ferramenta que auxilia a micro-interação das marcas no ambiente do Twitter.

Hoje, e cada vez mais, para a marca criar uma dinâmica de relacionamento precisará de um trabalho de sCRM.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Conhecimento ágil e colaborativo

Minha vida dá uma história. Você já ouviu isso de muita gente. Mas, agora quando alguém falar isso, indique alguns sites que ajudarão a transformar a tal frase num livro de verdade.

O site Mashable reuniu 6 sites que trazem a web 2.0 para vida que quem quer publicar sua história, poemas, pensamentos e o que desejar de forma barata e rápida sem ter que passar pela Via Crucis das editoras.

Os sites indicados são:
www.lulu.com
www.blurb.com
www.createspace.com
www.cafepress.com
www.webook.com
www.xlibris.com

Veja o aqui o post da Mashable.

O mesmo conceito ágil e prático pode estar presente dentro das corporações, levando ao seu ambiente estímulo aos colaboradores em produzir e compartilhar conhecimento internamente e para o mercado.

Vale ressaltar o exemplo colaborativo do WeBook, onde várias pessoas contribuem para o trabalho iniciado por alguém, refinando idéias, conceitos, abordagens, somando com dados e novas informações. Tudo online. Tudo 2.0. O resultado final é um trabalho mais rico e estimulante para todos os envolvidos.

A Dell usa esta linha para no seu site Digital Nomads, direcionado ao público que se desloca constantemente e leva sua vida pessoal e profissional juntos. A Dell não se coloca como proprietária do conceito e pede a colaboração dos usuários para defini-lo através da construção contínua de um White Paper sobre Digital Nomads. Visite o Digital Nomads Crowd Source White Paper e veja como funciona.

Quantas novidades nascem na sua empresa e que podem gerar várias percepções e entendimentos diferentes? A colaboração de vários profissionais usando os recursos e conceitos de web 2.0 pode construir uma definição mais alinhada e nítida através da produção colaborativa de documentos, e que depois poderá ser distribuída a todos. Quando a Basics é chamada para levar a web 2.0 na prática para dentro das corporações, parte do princípio humano de querer colaborar e somar, e não apenas em ferramentas. Assim sua empresa ganha com uma gestão de conhecimento realmente 2.0.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Go Palm! Go!

O bom de ver a Palm voltar forte é saber que isso impulsiona o mercado. Ao estimular mais pessoas a saírem do antigo celular e usar os novos levamos a web 2.0 no bolso, já que na alma dos touchphones (ou multiphone) estão aplicativos sociais e que sincroniza a web do usuário.

É muito positivo saber que a Palm voltou aos holofotes. A marca da empresa ainda é um ativo forte e amada por muita gente.

O pior era ouvi, e ler por aí, muita gente dizendo que a Palm iria quebrar. Nunca devemos subestimar a força de empresas e pessoas. E olha que já estão tentando fazer o mesmo com a Apple por motivo do afastamento temporário do Steve Jobs.

Repensando a nomenclatura do iPhone, Android G1 e Palm Pré

Sempre que leio matérias que chamam o iPhone de smartphone tem algo conceitualmente que me incomoda. É redundante chamar o iPhone, e outros telefones multitouch, de smartphone. O conceito ajudou muito quando apareceram telefones mais poderosos, como o Treo da Palm e os da Blackberry. Mas hoje os Multis formam uma outra categoria, e chama-los de smartphones é muito pequeno. O G1, o Palm Pré e o iPhone são muito mais do que smartsphone, apesar de serem essencialmente smarts ;-)

Os recursos disponíveis nestes aparelhos, sua a usabilidade, o design de interação, as aplicações 2.0, o sincronismo com a vida online do usuário e a interação com o dedo, proporcionam diversas diferenças, e que pede uma nova nomenclatura para uma nova categoria.

Estão aí duas sugestões para o mercado chamar esta categoria de aparelhos móveis: multiphones ou touchphones.

 
Por Claudio Palmieri